Plataforma MultiAsset Ativa --/-- --:--

Análise multiativo,
simulação e leitura
de mercado em um só lugar.

Plataforma para acompanhar juros, câmbio, ações, crédito e commodities, simular carteiras e organizar a leitura de risco com clareza e método.

Au
Ouro (XAU/USD)
Spot Price
Ag
Prata (XAG/USD)
Spot Price
Pt
Platina (XPT/USD)
Spot Price
Cu
Cobre (XCU/USD)
Spot Price
Bitcoin (BTC)
Spot Price
💵
USD / BRL
Taxa de câmbio
Taxa Selic
a.a.
IPCA 12M
acumulado
CDI
a.a.
USD / BRL
comercial
Ibovespa
índice
WTI
petróleo

Cotações

Mercado em Tempo Real

Dados atualizados automaticamente via TradingView


Criptomoedas

Bitcoin & Cripto

Painel integrado de cotações, leitura técnica e triagem de ativos digitais, com dados em tempo real via TradingView.

Bitcoin / USD
$ —
Próximo Halving
Abril 2028
horizonte aproximado de 24 meses
Recompensa por Bloco
3,125 BTC
4º halving (abr/2024)
Oferta Circulante
~19,7M BTC
de 21M limite total
Volatilidade Anual
~85%
referência: ~15% a.a. em equities
Bitcoin — BTC/USD
Ethereum — ETH/USD

Ferramentas

Simuladores de Investimento

Cada ativo simulado individualmente com gráfico técnico em tempo real e projeção por cenários.

Au
Ouro
GOLD / USD · oz troy
$ —
Conservador
+4% a.a.
Resolução diplomática rápida do conflito no Golfo Pérsico remove o prêmio geopolítico. Fed mantém juros elevados por mais tempo (>4% a.a.), dólar forte comprime o ouro. Demanda de joalheria asiática desacelera com câmbio desfavorável. Retorno real próximo de zero em termos de USD.
Valor final da carteira
$ —
Moderado
+9,3% a.a.
Conflito no Estreito de Ormuz se prolonga por 4–8 semanas com normalização gradual. Fed inicia ciclo de cortes no 2º semestre de 2026, dólar perde força. Bancos centrais emergentes (China, Índia, Brasil) ampliam reservas em ouro. Prêmio de incerteza geopolítica sustentado.
Valor final da carteira
$ —
Agressivo
+15% a.a.
Escalada total do conflito Irã–EUA–Israel bloqueia Ormuz por meses. Recessão global, inflação estruturalmente acima de 5% e desconfiança no sistema bancário disparam o rali de refúgio. Brent acima de US$ 110 retroalimenta a demanda por ouro. Histórico: +32% em 2007, +27% em 2011.
Valor final da carteira
$ —
Gráfico Técnico — Ouro (XAU/USD)
Ag
Prata
SILVER / USD · oz troy
$ —
Conservador
+3% a.a.
Desaceleração da manufatura global comprime a demanda industrial, que representa ~50% do consumo de prata. Choque de petróleo eleva custos de produção sem contrapartida de preço. Dólar forte e juros do Fed acima de 4% sustentam ratio ouro/prata acima de 90x, deprimindo a prata relativa ao ouro.
Valor final da carteira
$ —
Moderado
+8,5% a.a.
Demanda solar fotovoltaica cresce ~6% a.a. impulsionada por metas climáticas globais. O rali do ouro geopolítico puxa a prata com defasagem histórica. Ratio ouro/prata converge de 90x para 75–80x à medida que o ciclo de juros do Fed se inverte em 2026–2027.
Valor final da carteira
$ —
Agressivo
+18% a.a.
Aceleração massiva da transição energética combinada com o rali do ouro geopolítico. Subsídios verdes dos EUA e Europa catapultam demanda por painéis solares. Déficit estrutural de oferta (mineração em declínio). Ratio ouro/prata retorna à paridade histórica de 50–60x. Histórico: +170% em 2010–2011.
Valor final da carteira
$ —
Gráfico Técnico — Prata (XAG/USD)
Pt
Platina
PLATINUM / USD · oz troy
$ —
Conservador
−5% a.a.
Aceleração da eletrificação europeia reduz a frota diesel, principal destino dos catalisadores de platina (~40% da demanda). Choque de petróleo desacelera a manufatura global e comprime investimentos industriais. África do Sul (70% da oferta global) mantém produção elevada sem contrapeso de demanda suficiente.
Valor final da carteira
$ —
Moderado
+6% a.a.
Platina consolida posição como metal do hidrogênio verde. Células de combustível para caminhões pesados, trens e geração distribuída criam demanda estrutural crescente. Crise energética pós-conflito acelera investimentos em energia limpa. Déficit de oferta projetado para 2027–2028 sustenta o preço no médio prazo.
Valor final da carteira
$ —
Agressivo
+20% a.a.
Choque de petróleo e crise energética global tornam o hidrogênio verde politicamente urgente. Subsídios massivos da UE e EUA disparam demanda por células de combustível — todas usando platina como catalisador. Platina negocia com desconto de 50%+ frente ao ouro; reversão para o ratio histórico de 1:1 representa valorização de 200%+ nos níveis atuais.
Valor final da carteira
$ —
Gráfico Técnico — Platina (XPT/USD)
Cu
Cobre
XCU / USD · libra (lb)
$ —
Conservador
−8% a.a.
Desaceleração industrial e imobiliária na China, de longe a maior consumidora do metal, corta a demanda incremental no momento em que o preço parte perto da máxima de doze meses, cerca de 50% acima da mínima do período. Projetos de expansão aprovados no ciclo de preço alto começam a entregar volume. Cobre é o mais sensível ao ciclo industrial entre os metais desta plataforma, então a correção chega antes e mais forte.
Valor final da carteira
$ —
Moderado
+8% a.a.
Eletrificação de rede, veículos elétricos e data centers sustentam demanda estrutural crescente contra oferta concentrada em Chile e Peru, com teor de minério em queda nas minas maduras. A premissa fica abaixo do retorno anual composto de 14,3% dos últimos dez anos justamente porque a série já parte perto da máxima. Prêmio de escassez preservado, sem repetir o ritmo que trouxe o metal até aqui.
Valor final da carteira
$ —
Agressivo
+20% a.a.
O déficit de oferta se materializa antes do previsto. Uma mina leva mais de uma década entre descoberta e primeira produção, então nenhum projeto novo de grande porte resolve o problema no horizonte relevante, e a demanda de rede elétrica e data centers não espera. Cobre vira gargalo físico da transição energética e passa a negociar com prêmio permanente sobre o custo marginal de produção.
Valor final da carteira
$ —
Gráfico Técnico — Cobre (XCU/USD)
Bitcoin
BTC / USD · Spot Price
$ —
Alto risco: Bitcoin apresenta a maior volatilidade desta plataforma. Quedas de 50% a 80% já ocorreram em ciclos anteriores. A exposição deve ser compatível com a capacidade de absorção de perdas do investidor. Próximo halving: abril de 2028.
Conservador
−60% total
Capitulação de ciclo amplificada pelo risco-off geopolítico. Correlação com ativos de risco aumenta em momentos de crise — Bitcoin cai junto com Nasdaq. Aperto regulatório severo, colapso de exchange sistêmica ou vulnerabilidade criptográfica. Histórico: drawdowns de 84% (2018) e 77% (2022). Cenário assume perda de 60% do capital total investido.
Valor final da carteira
$ —
Moderado
+40% a.a.
Ciclo pós-halving de abril 2028 sustenta valorização estrutural. ETFs spot já aprovados nos EUA e Europa ampliam a demanda institucional contínua. Tesourarias corporativas e soberanas diversificam para BTC como hedge inflacionário — especialmente relevante com IPCA acima de 4,5% e Selic em 14,50%. Média histórica dos ciclos pós-halving: +350%.
Valor final da carteira
$ —
Agressivo
+120% a.a.
Adoção soberana e supply shock simultâneos. Instabilidade do sistema financeiro global (inflação + conflito geopolítico) acelera a busca por ativos descentralizados. Bancos centrais diversificam reservas para BTC. Halving de 2028 reduz emissão pela metade no pico da demanda institucional. Histórico: +305% em 2020, +1300% em 2017.
Valor final da carteira
$ —
Gráfico Técnico — Bitcoin (BTC/USD)
CDI
CDI / Selic
Certificado de Depósito Interbancário · taxa over anual
Baixíssimo risco de crédito: o CDI é a taxa referencial do mercado interbancário brasileiro, com volatilidade próxima de zero (~0,5% a.a.). A simulação assume aplicação em fundo DI com taxa de administração de 0,2% a.a. já descontada. Rentabilidade em BRL.
Conservador
+12% a.a.
Ciclo de cortes da Selic acelerado. BCB reduz a taxa básica para ~11,5% em 12 meses. Inflação ancorada, atividade fraca e câmbio estável permitem afrouxamento monetário mais rápido que o esperado. CDI acompanha a trajetória de queda.
Valor final da carteira
R$ —
Moderado
+14,3% a.a.
Selic mantida em 14,25% (COPOM jun/2026) com cortes graduais a partir de 2027. Boletim Focus projeta Selic terminal de ~12% em 2028. CDI acompanha a Selic com spread próximo de zero. IPCA em trajetória de convergência para 4,5%.
Valor final da carteira
R$ —
Agressivo
+16,5% a.a.
Choque inflacionário força BCB a elevar a Selic para até 17%. Cenário de dominância fiscal com câmbio depreciado e expectativas desancoradas. CDI em patamar elevado por período prolongado. Risco de recessão no horizonte de 2-3 anos.
Valor final da carteira
R$ —
Taxa CDI Over — Referência
Taxa atual
Volatilidade anual~0,5%
Risco de créditoSoberano (Brasil)
LiquidezD+0
IndexadorTaxa DI (B3)
O CDI é a taxa de juros de curtíssimo prazo do mercado interbancário brasileiro, lastreada em títulos públicos. A volatilidade é essencialmente zero — a única incerteza relevante é a trajetória futura da Selic definida pelo COPOM.
IPCA+
NTN-B
Tesouro IPCA+ · duration intermediária
Título indexado à inflação: a NTN-B paga IPCA + taxa prefixada no vencimento. A duration (~5-7 anos para o ETF NTNB11) introduz volatilidade de marcação a mercado, mas o carregamento é real (acima da inflação). Rentabilidade em BRL.
Conservador
+10% a.a.
Compressão de prêmio de risco fiscal. Arcabouço fiscal crível e reforma tributária reduzem o spread da NTN-B para IPCA+4,5%. IPCA converge para 4,5% a.a. rapidamente. Ganho de capital pela marcação a mercado na queda dos yields.
Valor final da carteira
R$ —
Moderado
+13% a.a.
IPCA projetado em 5,5% a.a. (Focus mediana 2026), spread NTN-B de 7,5% (nível de mercado jun/2026). O carregamento real de IPCA+7,5% é sustentado por juros elevados e incerteza fiscal residual. Duration de ~6 anos.
Valor final da carteira
R$ —
Agressivo
+16% a.a.
Cenário de dominância fiscal com IPCA acima de 7% a.a. e desvalorização cambial. Spread da NTN-B se amplia para IPCA+9% com aversão a risco fiscal. Duration longa gera perda por marcação a mercado no curto prazo, compensada por carregamento elevado no longo prazo.
Valor final da carteira
R$ —
NTN-B — Características
Spread IPCA+~7,5% a.a.
Volatilidade anual~8% (duration)
Duration (NTNB11)~6 anos
IndexadorIPCA (IBGE)
LiquidezD+1 (Tesouro Direto)
A NTN-B é o principal instrumento de proteção contra inflação no Brasil. O ETF NTNB11 replica o índice IMA-B 5+ da B3. Diferente do CDI, a NTN-B tem risco de duration: se os juros reais sobem, o preço do título cai no curto prazo. O carregamento real (IPCA + spread) compensa esse risco no horizonte de 3-5 anos.
$/R$
USD / BRL
Dólar comercial · aposta direcional no câmbio
R$ —
Simulador direcional: diferente dos outros ativos, USD/BRL não é uma posição comprada permanente. O investidor aposta na direção do câmbio. Cenário pessimista = BRL deprecia (USD sobe), otimista = BRL aprecia (USD cai). Este simulador modela o retorno em USD de uma posição cambial, convertido para BRL.
Conservador
-10% a.a.
BRL se deprecia fortemente. Cenário de dominância fiscal, fuga de capitais e perda de grau de investimento. Dólar sobe para R$ 7-8 no horizonte de 5 anos. Para o investidor comprado em USD, isso representa retorno positivo em BRL, mas o cenário é classificado como conservador pelo risco-país implícito.
Valor final da carteira
$ —
Moderado
0% a.a.
Câmbio estável no patamar atual (~R$ 5,09). Diferencial de juros Brasil-EUA mantém o carry trade atrativo, compensando o risco fiscal. O investidor comprado em USD não ganha nem perde com a moeda — o retorno vem apenas dos juros em USD (~5% a.a.).
Valor final da carteira
$ —
Agressivo
+10% a.a.
BRL se aprecia significativamente. Reformas estruturais aprovadas, arcabouço fiscal crível, fluxo de investimento estrangeiro retorna. Dólar cai para R$ 3,50-4,00 no horizonte de 5 anos. Para o investidor comprado em USD, isso representa perda cambial expressiva em termos de BRL.
Valor final da carteira
$ —
USD/BRL — Características
Cotação atual
Volatilidade anual~12%
Regime cambialFlutuante
Carry trade (Selic - Fed Funds)~9% a.a.
LiquidezD+2 (Ptax)
O USD/BRL é um dos pares mais voláteis do mundo (~12% a.a.). O carry trade (diferencial de juros) favorece o BRL no curto prazo, mas choques fiscais e externos podem reverter esse ganho rapidamente. Este simulador modela o retorno de uma posição comprada em USD — o inverso de uma posição comprada em BRL.
Comparador de Ativos

Configure os parâmetros de cada ativo e compare as projeções no mesmo gráfico

Au Ouro
Taxa9,3%
Ag Prata
Taxa8,5%
Pt Platina
Taxa6,0%
Cu Cobre
Taxa8,0%
₿ Bitcoin
Taxa40%
Prazo de comparação 10 anos
Modo de exibição
Escala Y
O modo Índice base 100 normaliza patamares distintos e facilita a comparação relativa entre ativos.
AtivoInvestido TotalValor FinalRetornoCAGR
Ajuste os parâmetros acima para gerar a comparação
Gráficos Técnicos — Comparação Visual
Au Ouro — XAU/USD
Ag Prata — XAG/USD
Pt Platina — XPT/USD
Cu Cobre — XCU/USD
₿ Bitcoin — BTC/USD

Portfolio

Alocação de Portfólio

Portfólio completo com distribuição entre renda fixa, metais, cripto e reserva estratégica.

Valor total do portfólio R$ 500.000
Perfil de investidor
Alocação balanceada entre proteção de capital e crescimento real. Combine com o cenário macro para avaliar o impacto conjunto na projeção patrimonial.
Cenário macro
Ciclo de cortes do BCB em andamento (−0,25pp em mar e abr/2026); Selic em 14,50%, incerteza geopolítica moderada e desinflação gradual.
Renda Fixa
NTNB11 ETF IPCA+ B3 · ETF NTN-B · duration intermediária R$/cota
27% R$ 135.000
CDI / Selic Tesouro Selic (SELIC) · D+0 · liquidez imediata % a.a.
21% R$ 105.000
Metais Preciosos
Ouro (XAU) ETF · ouro físico internacional
15% R$ 75.000
Prata (XAG) ETF · prata spot internacional
5% R$ 25.000
Platina (XPT) ETF · platina spot internacional
5% R$ 25.000
Metais Industriais
Cobre (XCU) ETF · cobre spot internacional
2% R$ 10.000
Cripto & Alternativo
Bitcoin (BTC) ETF spot ou custódia direta
10% R$ 50.000
Reserva Estratégica
Reserva de Oportunidade CDI / Selic · D+0 · colchão de liquidez
15% R$ 75.000
Total alocado 100% do portfólio distribuído
R$ 500.000
Distribuição do Portfólio
Total
R$ 500K
NTN-B 27%
CDI 21%
Ouro 15%
Prata 5%
Platina 5%
Cobre 2%
Bitcoin 10%
Reserva 15%
Nota: Esta alocação é sugestão educacional baseada em perfis genéricos de risco. Os percentuais somam 100% do portfólio total. Cada investidor deve avaliar sua situação financeira, horizonte e tolerância a perdas com um assessor qualificado.
Análise Comparativa

Projeção do Portfólio vs Benchmarks

Combine o perfil de investidor (alocação) com o cenário macro (retornos dos ativos) para ver o impacto real no seu portfólio.

Horizonte
Cenário
DI1F27 (Selic implícita B3) 14,50% → 12% a.a.
NTNB11 (ETF IPCA+) IPCA + 7,5% a.a.
Perfil × Cenário Moderado × Base
IPCA projetado 5,5% → 4,5% a.a.
Estratégia Retorno Total Retorno Real (acima IPCA) CAGR R$ 500K vira
Premissas: Selic em 14,25% a.a. (COPOM manteve na reunião de 17/jun/2026, confirmando pausa no ciclo de aperto). Boletim Focus projeta redução gradual para ~13,75% até dez/2026 e convergência para ~12% ao longo de 2027. FOMC (jun/2026) reiterou postura hawkish com dot plot sinalizando apenas 1 corte para 2026, restringindo o espaço do BCB para afrouxamento acelerado. IPCA projetado em 5,3% para 2026 (Focus pós-COPOM), convergindo para 4,5% a.a. até 2027. NTN-B projetada com spread IPCA+7,5% (nível de mercado jun/2026). Os retornos dos ativos (ouro, prata, platina, BTC) variam conforme o cenário macro selecionado; a alocação percentual varia conforme o perfil de risco. Cenário pessimista: geopolítica deteriorada, juros elevados por mais tempo, pressão em criptoativos. Base: normalização gradual. Otimista: dólar mais fraco, fluxo para ativos reais, valorização sustentada em criptoativos. Valores simulados não constituem garantia de retorno.
Cenário Macro Brasil · Junho 2026

Panorama Macroeconômico

Selic em 14.25% a.a., câmbio em R$ 5.06 e COPOM em pausa: inflação persistente pressiona política monetária
O Banco Central mantém a taxa Selic em 14.25% a.a., refletindo a persistência inflacionária acima da meta (IPCA projetado em 5.3% para 2026). O mercado precifica redução modesta para 13.75% até dezembro, sinalizando cautela. O câmbio opera em R$ 5.06, com expectativa de depreciação para R$ 5.20 até fim de ano, pressionado por diferenciais de juros e fluxos externos. O crescimento econômico segue fraco (PIB em 1.96%), criando dilema para o BC entre controle inflacionário e estímulo à atividade. Ativos defensivos ganham relevância em ambiente de juros elevados e incerteza fiscal.
SELIC ESTÁVEL · FOCUS REVISADO
Canais de Transmissão Macro
Impacto direto nas variáveis de mercado global
Variável Direção Mecanismo principal
Petróleo (WTI/Brent) ~ Preços de energia global impactam diretamente a inflação de serviços e combustíveis no Brasil. Pressão altista em Brent (acima de USD 80/bbl) reforça núcleo inflacionário e justifica manutenção de juros elevados pelo BC. Depreciação do real amplifica efeito de pass-through para preços domésticos.
Inflação Global Inflação persistente em economias desenvolvidas (EUA, Zona do Euro) reduz espaço para cortes de juros globais. Banco Central europeu e Fed mantêm ciclo restritivo, elevando custo de capital internacional e pressionando emergentes. Brasil importa pressões inflacionárias via câmbio e commodities.
Juros (Fed / BCB) Fed sinaliza manutenção de taxas elevadas por mais tempo que o esperado, reduzindo atrativos de carry trade em reais. BCB responde mantendo Selic em patamar restritivo para ancorar expectativas de inflação. Diferencial de juros Brasil-EUA permanece elevado, mas com trajetória de convergência.
PIB Global Crescimento global desacelera em contexto de juros elevados e incerteza geopolítica. Demanda por commodities arrefece, reduzindo preços e receitas de exportação brasileiras. Economia brasileira sofre duplo impacto: juros altos domésticos e fraco crescimento externo limitam expansão.
Dólar (DXY) Índice do dólar permanece forte, sustentado por diferenciais de juros EUA-emergentes e flight-to-safety. Pressiona moedas de mercados em desenvolvimento, incluindo real. Expectativa de depreciação do BRL para R$ 5.20 reflete este cenário de fortalecimento relativo do dólar.
Real (BRL) Real deprecia de R$ 5.06 para R$ 5.20 (projeção FOCUS), pressionado por fluxos de capital, déficit em conta corrente e dólar forte. Juros elevados no Brasil não compensam risco cambial percebido. Depreciação amplifica inflação importada e reduz poder de compra de investidores em moeda estrangeira.
Ouro Ouro se beneficia de juros reais negativos (Selic 14.25% vs. IPCA 5.3% = 8.95% real, mas com expectativa de compressão). Incerteza geopolítica e possível flight-to-safety elevam demanda por ativo refúgio. Depreciação do real torna ouro mais atrativo para investidores brasileiros em hedge cambial.
Bitcoin ~ Bitcoin oscila entre pressões de juros elevados (reduz apetite por risco) e narrativa de hedge inflacionário. Volatilidade elevada reflete incerteza macro global. No Brasil, depreciação do real pode atrair investidores buscando proteção cambial, mas juros reais altos competem com criptoativos.
Impacto Específico — Brasil
Reflexos sobre COPOM, IPCA e câmbio
SELIC e COPOM
Banco Central mantém Selic em 14.25% a.a., sinalizando pausa no ciclo de aperto. Mercado precifica redução gradual para 13.75% até dezembro, condicionada à ancoragem de expectativas inflacionárias. IPCA projetado em 5.3% permanece acima da meta de 3% (com tolerância até 4.5%), justificando cautela. Próximas decisões do COPOM dependem de trajetória de inflação de serviços e núcleo. Risco de manutenção prolongada em patamares elevados caso inflação não ceda.
Câmbio e Contas Externas
PTAX em R$ 5.0641 (17/06), com expectativa de depreciação para R$ 5.20 até fim de 2026. Pressões estruturais incluem déficit em conta corrente, fluxos de IED reduzidos e dólar forte globalmente. Juros elevados no Brasil não compensam risco cambial percebido pelo mercado. Volatilidade cambial permanece elevada, criando oportunidades de hedge para investidores. Possível intervenção do BC em momentos de volatilidade extrema, mas sem reversão da tendência de depreciação.
Renda Fixa — Prêmio em NTN-B e DI longo
Prêmio de inflação em NTN-B permanece atrativo (IPCA + 5-6% a.a. em prazos longos), refletindo desconfiança do mercado com ancoragem de expectativas. DI longo (2027-2028) oferece oportunidades em curva, com possibilidade de ganho de capital se Selic cair conforme FOCUS. Spread de crédito corporativo se mantém elevado, penalizando emissores de menor rating. Renda fixa em moeda estrangeira (eurobônus) oferece alternativa para diversificação cambial.
Atividade e Fiscal
PIB real projetado em 1.96% para 2026, refletindo fraco dinamismo econômico. Consumo desacelera com juros elevados, enquanto investimento permanece contido. Setor público enfrenta pressão fiscal, com gastos obrigatórios crescentes e receitas limitadas. Mercado monitora trajetória de dívida pública e possíveis medidas de consolidação fiscal. Desemprego permanece elevado, limitando recuperação de renda. Cenário de estagflação leve (baixo crescimento + inflação persistente) pressiona margens corporativas.
Impacto Setorial (Microeconômico)
Setores Beneficiados
  • Ouro e Metais Preciosos — hedge inflacionário e cambial em ambiente de juros reais comprimidos e depreciação do real
  • Renda Fixa Prefixada (DI longo) — possibilidade de ganho de capital com redução de Selic conforme FOCUS, além de fluxo de caixa atrativo
  • NTN-B (Tesouro Inflacionário) — prêmio de inflação elevado (5-6% a.a.) compensa desconfiança com ancoragem de expectativas
  • Setores Defensivos (Utilities, Consumo Essencial) — fluxos de caixa previsíveis em ambiente de juros elevados e crescimento fraco
  • Dólar e Ativos em Moeda Estrangeira — depreciação do real cria oportunidades de hedge cambial para investidores brasileiros
Setores Penalizados
  • Ações Cíclicas e Small Caps — crescimento fraco (1.96% PIB) e juros elevados reduzem múltiplos de valuation e apetite por risco
  • Crédito Corporativo (BBB- e abaixo) — spread elevado reflete desconfiança com solvência em cenário de atividade fraca e juros altos
  • Imobiliário Residencial — juros elevados reduzem demanda por financiamento imobiliário e pressiona preços de imóveis
  • Setores Exportadores (ex-commodities) — depreciação do real não compensa fraco crescimento global e redução de demanda externa
  • Bitcoin e Criptoativos — juros reais elevados competem com ativos sem fluxo de caixa, reduzindo atratividade relativa
Cenários para o Brent
  • Cenário 1 — Brent acima de USD 85/bbl: Pressão inflacionária amplificada via combustíveis e energia, forçando BC a manter Selic elevada por mais tempo. Depreciação do real se intensifica, elevando pass-through de preços internacionais. Margens corporativas sofrem compressão adicional.
  • Cenário 2 — Brent entre USD 75-80/bbl (Base): Inflação de energia moderada permite trajetória de redução gradual de Selic conforme FOCUS. Câmbio deprecia para R$ 5.20 de forma ordenada. Ambiente favorável para renda fixa prefixada e NTN-B com ganho de capital.
  • Cenário 3 — Brent abaixo de USD 70/bbl: Alívio inflacionário permite aceleração de cortes de Selic, potencialmente abaixo de 13.75%. Real se estabiliza ou aprecia, reduzindo pressão de custos. Ações cíclicas e crédito corporativo se beneficiam de ambiente mais favorável. Ouro perde atratividade relativa.
Cenarios Prospectivos · 2026-2030

Cenarios Geopoliticos

Projecoes condicionais para o eixo EUA-China, calibradas com dados de prediction markets (Polymarket, Metaculus, Good Judgment), series historicas de conflito (Correlates of War, UCDP) e indices de risco geopolitico (GPR Index, Caldara-Iacoviello).
Probabilidades estimadas
Faixas refletem incerteza Knightiana (eventos unicos, sem serie historica). Probabilidades calibradas com: base rate Correlates of War (~1.2%/ano great-power war), Allison Thucydides Trap (12/16 casos), prediction markets (Polymarket, Metaculus, Good Judgment).
Cenario selecionado
Retornos condicionais por cenario · horizonte 5 anos (CAGR)
Retorno anualizado composto de cada ativo sob cada cenario geopolitico. Linha tracejada: cenario base atual (sem overlay geopolitico).
Trajetoria de variaveis macro por cenario · 2026-2030
Simulação · Cenários · Macro

Os loucos abrem caminhos que mais tarde serão percorridos pelos sábios.

Use os simuladores para explorar cenários antes de decidir.
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